Jovem autista morre após ser agredido enquanto comemorava novo emprego em Manaus

  • 20/09/2026
(Foto: Reprodução)
Iago Colares morreu em 7 de setembro deste ano após ser agredido em Manaus Reprodução/Arquivo pessoal O estudante de Psicologia Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, que tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) nível 2 de suporte e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), morreu após ser agredido em Manaus, na madrugada de 7 de setembro. Segundo a mãe dele, a administradora Tatiana Colares, Iago havia saído para comemorar a contratação para um novo emprego e começaria a trabalhar após o feriado da Independência. Iago saiu de casa para participar das comemorações do Sou Manaus, no Centro Histórico da capital. Depois das 22h do dia 6, ele ainda fez publicações nas redes sociais. Após o último registro, a família perdeu o contato com o jovem. “Ele foi festejar a admissão para corretor de imóveis. Ia começar logo após o feriado”, contou a mãe. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Até este domingo (20), familiares da vítima não tinham informações sobre como ocorreu a agressão que provocou a morte de Iago. Tatiana também não sabe com quem o filho esteve antes de ser encontrado. Ela relatou ao g1 que amigos do jovem afirmaram que não haviam falado com ele naquela noite. Agora no g1 “Eu não sei informar, porque todos os amigos dele me disseram que não tinham falado com ele”, contou. Após as agressões, Iago chegou a ser levado ainda com vida para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus. Tatiana informou que, segundo relatos de pessoas na unidade de saúde, ele chegou inconsciente, com dificuldade para respirar e sem conseguir se identificar. O jovem morreu por volta de 1h do dia 7 de setembro. “Ele ainda não estava morto, mas estava gravemente ferido. Pelo menos foi o que falaram no SPA. Ele chegou ainda com vida, inconsciente, não conseguiu se identificar, mas estava com os olhos ainda apresentando resistência e respirando com dificuldade”, relatou. O boletim de ocorrência registrado por Tatiana classifica o caso como homicídio simples. O caso está sob investigação na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ausência de informações A mãe de Iago afirma não saber onde exatamente ocorreu a agressão, quem encontrou o jovem ou quem acionou o atendimento médico. Ela também declarou que nenhuma testemunha procurou a família ou a polícia para relatar o que aconteceu. Tatiana questiona a falta de imagens que possam ajudar a esclarecer o caso. Segundo ela, o inquérito foi instaurado pela DEHS, mas as câmeras instaladas no local onde a agressão teria ocorrido já não tinham mais as imagens do momento do crime. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e identificado por meio das impressões digitais. Tatiana afirma que só soube da morte no dia 8 de setembro, quando recebeu a informação de que o corpo estava no instituto para ser liberado pela família. “Fui identificar o corpo. Estava muito machucado, nem pude ver, vi só a foto dele. O enterro foi com o caixão fechado, com ele embalsamado”, contou. Sonho de concluir a faculdade Além do novo emprego, Iago tinha planos de concluir a faculdade de Psicologia. Ele cursou até o sexto período da graduação. Para a mãe, o jovem queria usar a profissão para ajudar pessoas a lidar com preconceito, rejeição e com as próprias emoções. “Ele sonhava em terminar a faculdade de Psicologia para ajudar pessoas a lidar com o preconceito, rejeição e com as suas próprias emoções. Mas teve os sonhos interrompidos, o futuro dele foi ceifado por um crime brutal”, afirmou. Tatiana diz que busca informações para entender o que aconteceu com o filho e identificar os responsáveis. “É uma tortura não saber o que aconteceu com meu filho. Eu tenho direito de saber o que aconteceu, quem fez isso, e fazer justiça. Ele é um ser humano”, disse. O g1 questionou a Polícia Civil do Amazonas sobre a ausência de imagens no local onde teriam ocorrido as agressões e sobre o andamento das investigações. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/20/jovem-autista-morre-apos-ser-agredido-enquanto-comemorava-novo-emprego-em-manaus.ghtml


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